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Vou contar para
vocês,
Prestem muita
atenção,
Como foi o
início,
Da minha
alfabetização.
A família do
Bê-a-Bá,
Aos quatro anos
já conhecia.
Pois minha
querida mamãe,
Ensinava-me todo
dia.
Primeiro
minhoquinhas,
Depois eram
bolinhas,
E no final do
ano,
Vieram as
letrinhas.
Mas aí chegou a
hora,
Na escola mamãe
me matriculara.
“Oscar Novakoski”
era o Patrono,
E a Diretora,
Rosa Laura.
E no primeiro dia
de aula,
Já fiquei
apaixonada,
Pela Professora
Rose,
Que meu nome
chamava.
Pouco tempo
depois,
Ler me mandava.
E no meio do
pátio,
O “Sítio” eu
narrava.
Foi também na
mesma época,
Que uma homenagem
declamei,
Aos queridos
soldados,
Que nunca
esquecerei.
Menina quieta,
Menina bem calma,
Mas teve uma
coisa,
Que me deixou
irritada.
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Fui obrigada a
repetir o Pré,
Mesmo sabendo de
tudo,
Só porque nasci,
Depois do mês de
Junho.
Cidinha veio
depois,
O Hino do
Município era o Projeto.
E até hoje,
Lembro-me de cada
verso.
E na minha
formatura,
Eu me lembro
muito bem,
Das mais de cinco
páginas,
Que li para mais
de cem.
Mas agora vem
aquela,
Que com alegria
me acolheu.
A escola era
nova,
E o medo me
bateu.
Maristelma era o
seu nome,
Bonita e educada,
Conquistou a
aluna,
E a mãe
preocupada.
Ensinou muita
coisa,
Mas uma não
esquecerei:
Sempre coloque
“M”,
Antes de “P” e
“B”.
O tempo passou,
E não sou mais
uma menina.
Mas o amor pela
leitura,
Faz parte da
minha rotina.
Paula Aparecida
Duarte de Farias.
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