SÓ TU

 

 

 

Quando eu de lira em punho entrei, jovem e poeta,

Pelo país do Amor, o místico El- Dorado,

Um abismo senti dentro em minha alma inquieta

Abrir-se, e me tornei um céu todo azulado...

 

Nesse vácuo infinito uma estrela projeta

O batismo de luz, depois de todo lado

Surge um enxame de ouro a zumbir que marcheta

O azul, e eu me tornei um céu todo estrelado!

 

 

Mas súbito começa a fuga das estrelas

E em breve o olhar as busca em vão: não há mais vê-las,

Alva, porque surgiste esplêndida e louçã:

 

 

No firmamento azul da minha alma extasiada,

Ébria de luz e amor nessa tua alvorada,

Ficaste tu, só tu, estrela da manhã!

 

 

Wilfrides Alves de Lima

 

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