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SONETO À
GRANDE MUSA
Na porta
do horizonte o sol poria
A gema do
seu ovo não- tragado
Pois traga
mar adentro a luz do dia
E o
espectro da lua emerge, alado,
Subindo ao
firmamento, ela gira
Do modo
como o móbile me encanta.
Os fios
que a elevam são-lhes tiras
Da
aurora-boreal que a tece, santa.
Talvez
tem-se atração fitando o céu:
Tão
solitária e fina entre o dossel
Do
firmamento, a estrela se irradia.
És tu, de
encantamento tão divino,
Que
ver-lhe, assim, tão longe, é desatino
A mim, que
lhe desejo noite e dia.
Guilherme
Sandi
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