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Pai
Desconhecido
poesia
Da encosta
onde ainda não tinha olhado,
Roguei e
não houve resposta do rogado.
Tão logo
se foi meu grito o eco avulto,....
Despencou-se e como do galho o fruto!
Então fui
correndo e já meu corpo lasso,
Aquietei
até abrandar o ofego e cansaço.
Assim
quando o visei já estava deitado.
Inclinei
sobre o peito, fiquei ao teu lado!
Tuas mãos
alçaram o meu gesto refrear,...
Quão
fosse, mais não sei o bem encetar;
Há nas
sombras a morte se auferindo!?
Numa voz
rouca e o som foi refluindo,...
Pelas
cavas negras e fundas do teu olhar,
Pouco
resta do tempo e, é dor te deixar,....
Vertiam
lágrimas e, vivente me notando!
Como fosse
teu filho na vida deixando,.....
Ah minha
mãe, que entre bonita e boa,
E aqui
estivesse, deixaria de ficar à toa,
Pra ser
anunciadora dos lindos alvores!
Neste caro
mês Junho, dia dos amores,....
Aqui
deixou seu perfume de alfazema!
Cabocla
fagueira por nome Madalena!
E na Graça
ele dizia: “ Ah, sou teu Pai!”
E
venturoso é o que acena e daqui se vai!
Ulysses
Cerqueira Leite T. zorzella
zzorzelu@yahoo.com.br |