Diamante do auto-conhecimento

 

Em meio à multidão de idéias

A vida e os riscos,

Os sonhos e os rabiscos...

No diamante do auto-conhecimento

Em que a fonte é mais que o momento.

 

Da traição em Dom Casmurro, só desculpa

Para a ansiedade frágil sentir-se oculta

E só ao criar raízes na psique

Além da ficção...

Do workshop  à reflexão.

 

 

Em Dois Córregos,

Na Usina de Sonhos...

Chegamos do  externo ao interno...

A mente  mais generosa e crente

No semblante de tanta gente diferente...

 

Agora... com  segredos em  porta-joias

Compõe-se melhor a Capitu

E quem sabe recheada ...

Em elo com Botucatu

Obra inacabada.

 

Absolvida por unanimidade

Partiu daí mais comprometida

E se da essência pessoal conseguiu emergir o que sente

E o estranho de si abolir

Jamais há de fugir por difamação aparente...

 

Todos somos o que somos,

Isto dá a liberdade de pelos sonhos partir

E na honra pessoal priorizar

De braços dados o interno e o externo

Na leitura o ser  transformar.

 

Carmem Lúcia

 

( texto escrito após oficina da “Defesa da Capitu”- em Dois Córregos-30/01/10)

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