PAULISTA , TERRA DE TRILHOS

 

 

Trilhas em trilhos ladeados de erva cidreira,

em caminhos que levam às voltas,

os bandeirantes dos córregos Fundo e Lajeado,

em missão de conquistas em outras plagas,

embebecidos pelas águas da “Nhá Eva”,

trazem na alma as recordações da emoção

do jamais te esquecerei.

Tanque da Paulista,

de cachoeira espumante,

de mina d’agua refrescante,

de areias  em campo de futebol sem goleiro,

de futebolistas do IEJAM,

de recanto de meditação da emoção,

de tardes morenas...

donde se olhava para  o mundo,

para a beleza da graça, a  inspiração,

donde o coração em outra galáxia

viajava na imaginação,

e aportava no  sentimento do  sentido

de numero inicial e final ,

escrito nas estrelas...

Paulista que viu tropeiros e boiadas,

por estradas carroçáveis

e  de ruas descalças,

onde caminhões de canas doces

muitas delas colhidas

pela criançada  também ferroviária.

Paulista dos colonos que ganhavam a cidade

em ruas de paralelepípedos que levavam ao centro,

ao Cine São Paulo, a Igreja Matriz e

ao enluarado  jardim de baixo.

Paulista  que tinha o tempo cronometrado

pela estação inglesa dos trens

que deslizavam pelos trilhos,

que viram greves heróicas

de sindicalistas que esculpiam histórias

dantes nunca vistas ...

Paulista de bandeira ferroviária,

de paixão pelos ideais,

de cultura autóctone,

de jeito de ser com seu rádio-amador,

do telegrafista Nogueira,

com seu Armazém,

do Seu Zezinho,

de sua colônia urbana,

de sua Vila Mira Lopes.

Paulista de mokoembuenses !

 

 

João Renato Alves Pereira

 

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