Flor do céu

 

 

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!

Arremeto-me na batalha púrpura

Do inferno para curar a ferida

Retinta vinda da regada vida.

 

 

Oh! Ninfa do amor! Oh! Ninfa que jura

À Crisálida latente candura,

Que busca no Cocito sina mórbida,

Não tenha receio do inferno, querida.

 

 

Agradeço o sofrimento da guerra

Que me torna superior ante a morte.

Perde-se a vida, ganha-se a batalha.

 

 

O embate com o delírio enterra

O amálgama frustrante, triste sorte!

Ganha-se a vida, perde-se a batalha.

 

 

(VERSOS EFÊMEROS E ETERNOS - Günther Di Dio Krähenbühl)

 

 

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