Águas Vertuosas

Águas vertem da serrania sob o anil do céu,

límpidas e cristalinas, num véu chuvaceiro,

castas águas, o mais se apura é prazenteiro!

Nas grotas buliçosas fazendo ledo escarcéu.

                                                               

 Poço cerrado de argila e areia na frágil fenda.

Ocultos na fraga face os pingos lampeiros,

 crassos sibilam nas rochas e soam maneiros.

Há mil anos as areias reboam, canta a lenda!

 

Nesgas luzidias rasgam a mataria silvestre!

O tênue arco íris matiza fere o campestre!

O arroio sonoro reza uma prece de acalanto.

 

Poço d’águas polidas cavada na chã do cerro,

fido chuá a cantar na grota o soturno berro!

 Fonte que jorra eterna e adorna este recanto!

11-01-08

Ulysses C.L.T. Zorzella

zorzelu@yahoo.com.br

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